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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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NASA: colapsos de terra podem ser previstos com a antecedência de um mês

Mäyjo, 14.03.15

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A ideia que que a qualquer momento o chão se possam abrir e engolir tudo o que esteja na sua superfície já foi cenário de vários filmes de ficção científica. Porém, a verdade é que à medida que a população mundial cresce e são desenvolvidas novas maneiras de explorar os recursos do subsolo, os colapsos e desabamentos de terra são cada vez mais frequentes, dando origem a grande crateras no solo.

Exemplo destes buracos que engolem tudo à superfície foi o desabamento de 2010 em Guatemala, que “engoliu” um prédio de três andares, ou o buraco que em Campolide, Lisboa, “engoliu” um autocarro. Contudo, esta situação pode ser minimizada, segundo indica a NASA.

A agência espacial norte-americana revelou que desenvolveu uma técnica que permite prever os colapsos e desabamentos de terrenos com a antecedência até um mês, o que permite salvar vidas e recursos. A previsão é feita através de interferometria, com um radar de abertura sintética, que pode ser colocado em avisões ou satélites para monitorizar as áreas de potenciais colapsos, refere o Quartz.

Este radar monitoriza o solo várias vezes em vários comprimentos de onda, para poder construir os interferogramas, que permitem visualizar pequenos movimentos da superfície terrestre, incluindo potenciais terramotos ou os efeitos das cheias nas margens dos rios.

Dadas as potencialidades desta tecnologia, os Estados Unidos estão a trabalhar em colaboração com a Índia para lançar um satélite equipado com este tipo de radar dentro dos próximos sete anos.

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CHINA: GOVERNO CENSURA DOCUMENTÁRIO VIRAL SOBRE POLUIÇÃO NO PAÍS

Mäyjo, 14.03.15

smog_SAPO

O Governo da China mandou retirar da internet um documentário – que se tornou viral em poucas horas – sobre a poluição atmosférica no país. “Under the Dome”, como que chama, retrata a investigação pessoal de Chai Jing, um antigo jornalista televisivo, que confronta a questão do smog, do ponto de vista da mãe de um recém-nascido.

O documentário foi lançado no Youku, o relativo chinês do Youtube, tendo rapidamente atingido milhões de visualizações tanto na China como no resto do mundo. A popularidade inicial do documentário parece ter sido tolerada pelo Governo – e até visto como um sinal da vontade governamental renovada em combater o problema da poluição, escreve o TreeHugger.

Porém, uma semana depois de ter sido divulgado, o vídeo foi censurado pelos líderes chineses. Apesar de ter sido retirado do Youku, o documentário continua no Youtube, onde pode ser visualizado com legendas em inglês.

O documentário foi também noticiado em vários meios de informação chineses, mas a meio da semana as noticias sobre o trabalho de Chai Jing começaram a ser censuradas e desapareceram da agenda dos media, sem qualquer explicação.

“Under the Dome” foi já comparado a documentários como “A Verdade Inconveniente”, de Al Gore, e a “Primavera Silenciosa” de Rachel Carson.

Foto: digital-dreams / Creative Commons

Cada vez que lava a roupa está a poluir o oceano

Mäyjo, 14.03.15

Cada vez que lava a roupa está a poluir o oceano

O problema dos plásticos que poluem o oceano não é novo e está cientificamente estudado e documentado. A origem da maior parte dos resíduos de plástico que se pode encontrar no oceano é óbvia, mas um dos poluentes com maior grau de penetração é praticamente invisível para o olho humano – as microesferas de plástico.

A fonte destes pequenos pedaços de plástico, que vão pela canalização e são demasiado pequenos para serem destruídos nas estações de tratamento de água – são os produtos de higiene e de limpeza. Contudo, uma fonte pouco suspeita destas microesferas de plástico são as roupas feitas com fibras sintéticas.

Depois de estudar as microesferas nas linhas de costa em 18 locais diferentes do planeta, o ecologista Mark Browne descobriu que 85% dos materiais sintéticos acumulados nestes locais eram microfibras que correspondiam ao tipo de materiais encontrados na roupa sintética – o que significa que os nossos roupeiros e máquinas de lavar são dois dos principais culpados pela poluição oceânica.

O estudo de Browne – “Accumulation of Microplastic on Shorelines Worldwide: Sources and Sinks”, publicado em 2011 – tem grandes implicações tanto para a indústria do vestuário como para a conservação dos oceanos. Uma das principais conclusões do estudo é o facto de uma única peça de roupa sintética poder libertar cerca de 1.900 microfibras de plástico cada vez que é lavada. Tendo em conta os milhões de peças de roupa sintéticas que são lavados diariamente em todo o mundo é fácil imaginar o cenário.

A quantidade de pequenos pedaços de plástico que vai para ao oceano é alarmante e, como Browne sugere, “uma grande porção de microfibras de plástico encontradas nos ecossistemas marinhos derivam dos esgotos domésticos como consequência da lavagem de roupa”, cita o TreeHugger.

Parte da solução para o problema, como defende o ecologista, deve vir da indústria e das marcas de roupa, através da produção de melhores têxteis sintéticos que não contenham milhares de microesferas de plástico.

Foto: Oliver Liria / Creative Commons

Nas escolas não se aprende isto...

Mäyjo, 14.03.15

Estive a rever posts antigos, à procura de uma antiga aluna, e encontrei esta publicação de 16 de maio de 2009 e decidi publicar de novo!

 

Nas escolas não se aprende isto...

por Mäyjo, em 16.05.09

Encontrei isto e fiquei a pensar no significado.

 

Penso que deviam ver e refletir!

 

Para os mais preguiçosos deixo a versão escrita:

 

1.   A vida não é fácil; acostumem-se a isso.


2. O mundo não está preocupado com a vossa auto-estima. O mundo espera que vocês façam alguma coisa útil por ele antes de vocês se sentirem bem convosco próprios.


3. Vocês não vão ganhar 50000 euros por mês assim que saírem da Universidade. Vocês não serão directores de uma empresa com carro e telefone à disposição, antes de terem conseguido comprar o vosso próprio carro e telefone.

4. Se vocês acham que os vossos professores são exigentes, esperem até terem um chefe. Ele não vai ter pena de vocês.

5. Vender jornais velhos ou trabalhar nas férias não está abaixo da vossa dignidade. Os vossos avós têm uma palavra diferente para isso: a “isso” chamam oportunidade.

6. Se vocês fracassarem, a culpa não é dos vossos pais. Por isso não os culpem dos vossos erros, aprendam com eles.

7. Antes de vocês nascerem, os vossos pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por pagarem as vossas contas, lavarem as vossas roupas e ouvirem-vos dizer oquão fixes vocês pensam que são. Antes de quererem salvar o planeta para a próxima geração, desejando consertar os erros da geração dos vossos pais, tentem limpar o vosso próprio quarto.

8. A vossa escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas vocês não chumbam mais de um ano e têm tantas oportunidades quantas vocês precisarem até acertar. Isto não tem nada a ver com a vida real. Se pisarem o risco, são despedidos… Façam bem à primeira!

9. A vida não está dividida em semestres. Vocês não terão sempre os verões livres e é pouco provável que os outros empregados vos ajudem a cumprir as vossas tarefas no fim de cada período.

10. A televisão não é a vida real. Na vida real, as pessoas têm que largar o “barzinho” ou a discoteca e ir trabalhar.

11. Sejam simpáticos com os “estudiosos” - aqueles estudantes que muitos julgam que são uns idiotas. Existe uma grande probabilidade de vocês virem um dia a trabalhar para eles.
 

Estas palavras (segundo se diz) foram proferidas por Bill Gates numa palestra numa escola secundária, nos Estados Unidos.

ICEBERGS DO TAMANHO DE PEDREGULHOS DÃO À COSTA PERTO DE BOSTON

Mäyjo, 14.03.15

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Vários pedaços enormes de icebergs estão a aparecer perto de Cape Cod, Boston, no estado de Massachusetts. E não, não se trata de qualquer filme de ficção científica: em Wellfleet, na costa do estado norte-americano, o gelo presente na praia faz lembrar uma paisagem do Ártico e não uma das praias mais frequentadas da região, na época estival.

Segundo a administradora da costa de Cape Cod, Marianne McCaffery, os pedaços de gelo têm aparecido na região ao longo dos anos, mas nunca tinham sido vistos com esta dimensão. “Este ano estão maiores porque não houve derretimento de neve entre as tempestades. E não estou surpreendida, pelo tipo de Inverno que tivemos”, explicou a responsável ao Boston Globe.

De acordo com o meteorologista Jim Andrews, do Accuweather, estes pedregulhos de gelo têm uma “história mais complexos” do que os habituais pedaços de gelo encontrados por vezes nos lagos e rios”. A verdade é que eles estão em todo o lado e com dimensões muito interessantes, como pode ver na fotogaleria.

Icebergs em Boston?

CORVO E FLORES SÃO OS MELHORES LOCAIS DO PAÍS PARA VER O PRÓXIMO ECLIPSE DO SOL

Mäyjo, 14.03.15

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No próximo dia 20 de Março a Europa vai pode ver um eclipse solar. Porém, o eclipse só será total para quem estiver no extremo norte do Atlântico, nas Ilhas Faroé, Svalbard e na região Ártica.

Em Portugal, o eclipse vai ser parcial em todo o território e os melhores locais para ver o eclipse são as ilhas do Corvo e das Flores, no arquipélago dos Açores, onde 77% do Sol vai ficar coberto pela Lua.

De acordo com os mapas disponibilizados pelo Observatório Astronómico de Lisboa (OAL), a percentagem de cobertura diminui à medida que descemos em latitude. Em Lisboa, por exemplo, a sombra da Lua vai cobrir 73% da superfície solar.

O eclipse vai durar cerca de duas horas, com início às 8h00, ponto máximo às 9h00 e término às 10h00. O OAL recorda que a observação do Sol neste horário pode ser perigosa, sublinhando a obrigatoriedade de usar filtros solares e tempos de observação curtos.

O último eclipse solar visível de Portugal ocorreu em 1999 e foi muito semelhante em termos de percentagem do Sol coberta. O eclipse do dia 20 ocorre no mesmo dia em que este ano se regista o Equinócio da Primavera.

Foto: AndesChile / Creative Commons